Carro de universitário morto é achado próximo a delegacia em Natal

Palio pertencia a Máximo Augusto, cujo corpo foi encontrado no domingo (3).
Carro foi abandonado em Candelária, onde funciona a Plantão da Zona Sul.

Carro do universitário Máximo Augusto foi encontrado na manhã desta terça (5) (Foto: Ranniery Sousa)

O carro do universitário Máximo Augusto, de 23 anos, foi encontrado na manhã desta terça-feira (5) no bairro de Candelária, na Zona Sul de Natal. O veículo estava próximo da Delegacia de Plantão e foi localizado por policiais militares que receberem uma denúncia anônima.

Máximo foi visto com vida pela última vez na madrugada da sexta-feira (1º) ao sair da boate Vogue, que também fica em Candelária. Ele entrou no carro acompanhado de um homem com capacete. No sábado, a família procurou a polícia para informar que o jovem estava desaparecido. Já na tarde do domingo (3), o corpo foi achado. Estava nu, com marcas de espancamento, estirado à beira de uma estrada de terra na zona rural de São Gonçalo do Amarante, na região Metropolitana da capital.

O funcionário de uma floricultura, que não quis se identificar, disse aos policiais que o automóvel estava estacionado na Rua Princesa Leopoldina desde às 21h desta segunda (4). O veículo, segundo a polícia, será periciado ainda no local por uma equipe do Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep).

O pai do universitário afirmou que os pneus do veículo foram trocados e que o aparelho de som foi retirado. Além disso, o carro também tem a frente amassada, dano que o pai alega ter sido feito após o desaparecimento do filho.

Investigação
A Polícia Civil acredita que há mais de uma pessoa envolvida na morte do universitário. Uma câmera filmou o estudante entrando em um motel acompanhado do principal suspeito do crime na madrugada da última sexta-feira (1º), dia em que o jovem desapareceu e não foi mais visto com vida.

Para o delegado Fábio Rogério, titular da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom), o suspeito visto na filmagem teve ajuda. "Tem mais de uma pessoa envolvida no crime", afirma. O delegado iniciou a investigação nesta segunda-feira (4) com uma primeira hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). "Houve uma morte e as pessoas que fizeram isso estão com os pertences da vítima. Em um primeiro momento a configuração é de latrocínio", explica.

A foto foi postada pelo estudante em uma rede social antes do desaparecimento em Natal (Foto: Arquivo pessoal)Máximo Augusto (Foto: Arquivo pessoal)
O corpo do universitário estava nu quando foi encontrado e sem pertences. Na gravação, o suspeito do crime estava no banco do passageiro. Contudo, o delegado informou aoG1 que na filmagem não foi possível identificar o homem.

Fábio Rogério acrescenta que o estudante passou 24 minutos no motel, entre as 5h35 e 5h59. Antes disso, Máximo foi visto do lado de fora da boate Vogue, no bairro de Candelária. De acordo com informações da família, Máximo entrou em seu carro acompanhado de um homem que segurava um capacete.

O segurança da boate suspeitou da situação e chegou a perguntar ao estudante se estava tudo bem com ele. Ao receber uma resposta positiva, viu o jovem deixar o local juntamente com o homem.

O corpo de Máximo só foi identificado após análise das impressões digitais, exame realizado no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep). A causa da morte, no entanto, ainda não foi revelada pela perícia.

'Muita violência'
“Era um menino de coração bom, alegre, era a felicidade em vida. Máximo viveu intensamente. Ele era um ser iluminado, um anjo, e Deus quer os anjos perto dele. Mas ele não merecia passar pelo que passou, foi muita violência, nós queremos justiça. Paz e justiça", disse Magda Medeiros, prima do estudante durante o enterro dele. O corpo de Máximo Augusto foi sepultado na manhã desta segunda (4) no Cemitério Público de Nova Descoberta, na Zona Sul da capital.

Centenas de pessoas estiveram no cemitério para o enterro de Máximo Augusto (Foto: Fernanda Zauli/G1)*G1/RN
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