Suspeita de fraude no Ipern, advogada admite crime e culpa delegado

Thayana de Moura Macedo foi presa na operação Prata da Morte, no RN.
Delegado Olavo Dantas Medeiros está preso e alega inocência.

Delegado Olavo Dantas de Medeiros Junior foi preso na operação 'Prata da Morte' (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Em depoimento à Polícia Civil, a advogada Thayana de Moura Macedo - suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes no Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN (Ipern) - admitiu o crime e apontou o delegado Olavo Dantas Medeiros como responsável pela fraude. A informação é da equipe de delegados da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deicot).

Thayana está em prisão domiciliar. Já o delegado está está custodiado sozinho em uma cela da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Dame), em Natal. Outras três pessoas também foram presas na última quarta-feira (8). O grupo é suspeito de fazer parte de uma associação criminosa que fraudava o recebimento de pensões por morte de funcionários públicos do Rio Grande do Norte, vinculados ao Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais do RN (Ipern).

O delegado Olavo Dantas Medeiros negou as acusações em depoimento à polícia. O advogado dele, Anesiano Ramos, confirmou que o delegado alegava inocência.

Dentre os presos está José Laércio Ferreira de Melo, filho de um ex-auditor fiscal do estado. Ele teria sido beneficiado com a pensão por morte do pai indevidamente. Em depoimento à polícia, Laércioconfessou a fraude e indicou o delegado Olavo e a advogada Thayana como sendo os mentores do crime.

Maria Cosme Sobrinho também foi presa. De acordo com a polícia, ela se passou por companheira do ex-auditor fiscal para receber a pensão dele. Ela confessou o crime e também indicou Olavo e Thayana como mentores. Ainda de cordo com os investigadores da deicot, Maria Cosme disse que era ameaçada de morte pelo delegado Olavo Dantas Medeiros.

Ana Claudia de Oliveira Dantas, de acordo com a polícia, é suspeita de falsificar os documentos utilizados pelo grupo para fraudar a pensão. Em depoimento ela nega envolvimento no crime.

Thayana de Moura Macedo está em prisão domiciliar (Foto: Divulgação/Polícia Militar do RN)Thayana de Moura Macedo está em prisão
domiciliar (Foto: Divulgação/Polícia Militar do RN)
A fraude

A investigação teve início após a polícia receber uma informação através do Whatsapp do Disk Denúncia que dava conta de que o delegado Olavo Dantas de Medeiros Júnior teria procurado um homem identificado como José Laercio Ferreira de Melo e feito a proposta de fraudar uma documentação para que o Laercio e seus familiares pudessem receber a pensão deixada pelo pai, o auditor fiscal falecido, Gonçalo Pereira de Melo. De acordo com a denúncia, a proposta teria sido aceita e o plano executado. Além da pensão, os denunciados teriam recebido ainda R$ 240 mil que estava depositado na conta do falecido.

As investigações, que tiveram início em fevereiro deste ano, confirmaram a veracidade da denúncia e deram conta de que o esquema contou com a participação de outras quatro pessoas: a advogada Thayana de Moura Macedo, que foi responsável pela realização de um inventário administrativo no 5º Cartório do Alecrim (com renúncia dos herdeiros) e pelo levantamento do dinheiro que estava depositado na conta do falecido, através de um alvará judicial obtido de forma ilegal; Ana Cláudia de Oliveira Dantas, suspeita de falsificar os documentos utilizados pelo grupo para fraudar a pensão; e Maria Cosme Sobrinho, que se passou por companheira do auditor falecido.

O montante recebido indevidamente pelo grupo desde o início do esquema já soma cerca de R$ 600 mil em prejuízo para o Estado. O grupo foi autuado pelos crimes de falsificação de documento particular, falsidade ideológica, associação criminosa, estelionato, uso de documento falso, falso testemunho e peculato.

*G1/RN


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