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Dez anos depois, acusados de matar prefeito e motorista vão a júri popular

Foto: Cezar Alves

Dez anos após o crime que vitimou o prefeito de Grossos, João Dehon da Costa Neto, de 37 anos, e o motorista da Prefeitura, Márcio Sander Martins, em 23 de julho de 2005, os policiais acusados do crime serão julgados no próximo dia 30 em Natal.

A ação aconteceu na BR-304, na entrada de Santa Maria, cidade distante a pouco mais de 50km de Natal.

Em entrevista, a família pede “Não queremos vingança. Queremos justiça”.

O Tribunal de Justiça do RN confirmou que os seis policiais acusados pelo Ministério Público começam a ser julgados a partir das 8h desta quarta-feira (30) no Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal. Mas, o caso está lotado na Comarca de Sã Gonçalo do Amarante, mas por motivos de segurança, o julgamento foi transferido.

Ao G1, a esposa do prefeito de Grossos, na época, Margareth Ferreira Monteiro, contou que “pela quantidade de tiros, para mim está mais do que provado que se tratou de uma execução, não vejo outra explicação”, disse ela.

A dona de casa também relatou as dificuldades por qual passou com os dois filhos após a morte do marido. Segundo ela, um dos meninos, na época com dois anos, até hoje chora e pergunta pelo pai. O outro precisou de acompanhamento psicológico.

Caso "Dehon Caenga"

O prefeito de Grossos João Dehon voltava de Natal para Grossos, com o motorista Márcio Sander, um contador e o tesoureiro da prefeitura quando foram atingidos por diversos disparos na BR-304, próximo a Santa Maria.

A picape foi atingida por disparos de pistola e fuzil feios por uma equipe da Delegacia Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov). Além da morte do prefeito e do motorista, os outros dois servidores ficaram gravemente feridos. Sem controle, a Hilux ainda invadiu um posto de gasolina.

Foram denunciados por homicídio duplamente qualificado os policiais civis João Maria Xavier Gonçalves, João Feitosa Neto, Newton Brasil de Araújo Júnior, Railson Sérgio Dantas da Silva, Gildvan Fernandes de Oliveira e José Wellington de Souza. Os seis aguardam o julgamento em liberdade.

Com informações do G1 RN
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