“Não estamos enxugando gelo”, diz delegado sobre situação da segurança no RN


É comum vermos na TV, rádios e sites de notícias, os constantes casos de criminalidade registrados no Rio Grande do Norte. Até o fim de outubro, por exemplo, o Estado alcançou a desagradável marca de 1300 mortes violentas, número bastante reduzido quando comparado com o mesmo período do ano passado, mas que continua preocupando as autoridades e a sociedade em geral.


Para os especialistas em segurança pública, os motivos que desencadeiam a violência em determinada localidade, seja município, Estado ou país, estão ligados diretamente à formação do cidadão no seio familiar, educação na escola, religiosidade, polícias Militar e Civil, ITEP, Justiça e eficiência do Sistema Prisional.

Esta série de fatores, se funcionasse adequadamente, poderia reduzir significativamente a criminalidade, desde pequenos furtos até violentas chacinas. Entretanto, o que se vê nos dias atuais é totalmente o contrário. Por exemplo, a família está destroçada, a educação defasada, a polícia sem estrutura, a Justiça é lenta e o sistema prisional caótico.

Em entrevista com o delegado de Polícia Civil do Interior, Cleiton Pinho, a reportagem do MOSSORÓ HOJE questionou se os investimentos que o Governo do Estado está fazendo na área da segurança pública poderia ser considerado como “enxugar gelo”.

Cleiton Pinho confessou que a polícia não está obtendo os resultados esperados, mas ressaltou que, por causa disso, não deve se desmotivar.

“Não diria que estamos enxugando gelo. Na verdade, nós não estamos obtendo os resultados previsíveis em função de toda essa ciranda. Está falhando a parte da educação, a parte da própria família e os órgãos estatais também estão com suas falhas, no entanto, eu digo que nós não devemos nos esmorecer. Devemos trabalhar mais ainda”, destacou.

Veja entrevista na íntegra:




O delegado citou a recente nomeação de 41 novos delegados como reforço nas investigações criminais, objetivando a redução da violência no Estado.

“Além dos delegados, já entraram uma turma de 41 policiais civis e 29 escrivães. E hoje (30), no Diário Oficial, foi homologado o restante da turma, que eram os outros 40 agentes. Não é o ideal, mas é o que o governo está fazendo, dentro do compromisso que ele teve com a segurança pública”, detalhou Cleiton Pinho.

De acordo com Cleiton, a perspectiva é boa para o futuro.

“Com essa vinda desses colegas, nós esperamos contribuir muito com a sociedade para descobrir crimes, para que nós possamos dar uma resposta mais positiva com relação à elucidação de crimes”, concluiu.

*Mossoró Hoje

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1 comentários:

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Anônimo
Administrador
2 de novembro de 2015 12:44 ×

A sociedade de um modo geral hoje, não sabe o que fazer diante de tanta violência e mortes de jovens, que por ironia do destino ou falta de um objetivo na vida, se envolem com a maldita da droga e infelizmente não existe segurança ou governo que faça mudar esse retrato tão cruel para mudar esse panorama.Tudo isso por dinheiro sempre o dinheiro. É assim desde do começo da humanidade.

Anônimo
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