'Um policial matou meu marido', diz viúva de agente executado em Natal

Advogada Ana Paula Nelson também foi baleada no atentado. 
Iriano Feitosa foi assassinado a tiros no dia 3 passado, na Zona Sul.


A advogada Ana Paula Nelson, viúva do policial civil Iriano Serafim Feitosa, aponta um outro agente de Polícia Civil como sendo o autor do crime. De acordo com a advogada, a execução foi motivada pelo fato de Iriano ter denunciado o outro policial por envolvimento com extorsão. Iriano foi morto quando dirigia o carro dele na avenida Xavantes, em Cidade Satélite, bairro da Zona Sul de Natal.

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Ana Paula também foi baleada, sendo atingida na perna esquerda e no tórax. "Por sorte, as balas não atingiram nenhum órgão vital ou artéria. Escapei por pouco, mas o objetivo do assassino era também me executar", falou.

Segundo a advogada, ela já prestou depoimentos na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e apontou o autor do crime. "É de conhecimento de toda a polícia que meu marido e esse policial tinham uma rixa. Iriano vinha denunciando crimes cometidos por esse policial e ele já vinha nos ameaçando. Tanto que existe um inquérito para investigar quem foi o autor de tiros contra o nosso apartamento. Tenho certeza que também foi ele quem fez isso", diz.

Iriano Feitosa estava dirigindo o carro quando foi baleado (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)

Ana Paula conta que no dia do crime, estava indo para casa com Iriano Feitosa quando houve o atentado. "Acho que o crime não foi planejado para ser ali, daquela forma. Esse policial se aproveitou de um descuido do meu marido. Ele se aproximou sozinho em uma moto e, sem parar, efetuou vários disparos. Como os tiros foram do lado onde estava o Iriano, ele foi atingido mais vezes e eu acabei sendo baleada duas vezes", lembrou.

Após os disparos, o autor do crime fugiu. "Logo em seguida, muitas pessoas chegaram e ligaram para o Samu. Nós dois estávamos vivos. Meu marido foi levado ainda com vida para o pronto-socorro, mas não resistiu. Pela descrição de testemunhas e pelo histórico de ameaças, está evidente que foi esse policial que matou o meu marido. Trata-se de um homem branco, alto e forte. O nome dele já é de conhecimento da polícia. Espero que logo tudo isso seja elucidado e esse criminoso pague pelo o que fez", cobrou a advogada.

Iriano Feitosa denunciou o policial apontado por Ana Paula por ter a extorquido. Esse mesmo policial é investigado pela Polícia Federal suspeito de envolvimento com grupos de extermínio.Essa investigação faz parte da operação Thanatus, deflagrada em dezembro do ano passado.

Ana Paula descarta a hipótete de o crime ter sido cometido por clientes dela. "Isso não tem a menor possibilidade. Sou advogada criminalista, mas sei separar muito bem as coisas. Minha relação com meus clientes é estritamente profissional. Se alguém insistir nisso, é porque está querendo desvirtuar o que realmente aconteceu. Está muito claro quem matou e porque matou o meu marido. Basta investigar bem e se chegar às provas".

Na noite do crime, o policial civil apontado por Ana Paula enviou um áudio que se espalhou por redes sociais negando a autoria do assassinato e alegando estar com a mulher dele. O G1 tentou contato com esse policial, mas até a publicação dessa matéria ainda não tinha obtido êxito.

*G1/RN
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