UMARIZAL: Servidores públicos municipais protestam pelo não cumprimento do plano de cargos carreira e salários


Os servidores públicos municipais de Umarizal realizaram na manhã desta sexta-feira, 10, uma manifestação pública contra o não cumprimento do Plano de Cargos carreira e salários (PCCS), e contra o atraso no pagamento dos vencimentos do funcionalismo. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Umarizal (Sindiserpum). De camisas pretas e cartazes com frases de protestos, os servidores fizeram uma caminhada que saiu da sede do sindicato e terminou em frente à Prefeitura Municipal.

O motivo de estarmos realizando essa mobilização hoje é porque nós termos um assessor que nos garante que as leis existem. Por que antes nós procurávamos e eles diziam que as leis não existiam. Como a gente não tinha conhecimento dessa Lei, a gente lutava, mas não como hoje, com tanta determinação. A lei existe e não está sendo cumprida, diziam que existia só da educação por isso essa indignação e também pela questão do pagamento em atraso”, explicou a presidente do Sindiserpum, Maria Aucicleide de Souza.


A servidora falou durante a manifestação sobre a audiência Pública que discutiu a falta do cumprimento do PCCS realizada na Câmara Municipal no mês passado. Para Aucicleide, a reunião não trouxe avanços para discussão.

Ficou acordado que dentro de 15 dias, o Sindicato, o assessor do Sindicato, a presidência do Sindicato e a assessoria da prefeitura iam sentar juntos para fazer uma análise [das finanças do município, para saber se a prefeitura tem ou não condições de cumprir com o Plano]. Chegou os 15 dias, fomos para a Câmara e lá nem comissão teve”, relata a presidente.

Aucicleide disse que foi solicitado mais um prazo e uma nova reunião será realizada na próxima segunda-feira, 13, entre o sindicato e a prefeitura de Umarizal. “Pediram mais um prazo e em virtude dessa demora e do atraso a categoria está indignada e por isso estamos nas ruas e de luto, mas a luta continua”, declarou a servidora.

LUTO

As camisas pretas usadas nesta manhã pelos servidores também foi uma forma de protesto. Aucicleide conta que a categoria está de luto porque desde que a lei foi votada e aprovada na Câmara nenhum gestor cumpriu com o que ela determina.

“É o luto em virtude dos 18 anos que o plano existe e não é cumprido. O luto permanece porque não teve nenhum respeito com a categoria em todas as gestões. Esse preto significa luto, mas não quer dizer que estamos parados. Esse luto significa dizer que estamos na luta e a luta continua”, afirmou.

GREVE

A possibilidade da categoria entrar em greve não está descartada. De acordo com Aucicleide, caso não haja avanço na reunião da segunda-feira, pode sim haver assembleia para deliberar sobre um indicativo de paralização, porém para depois do recesso do meio do ano.

“A partir de hoje a gente já está com possibilidade de greve depois do recesso. Estamos praticamente tirando o indicativo de greve se não tiver nenhum avanço segunda-feira. Depois do recesso estaremos tirando o indicativo de greve”, disse a presidente.

PREFEITO

O prefeito em exercício Marcos Fernandes (PSD) já afirmou categoricamente que o município não tem condições de arcar financeiramente com o que determina a Lei do PCCS. De acordo com chefe do executivo municipal, mesmo que se demitisse todos os servidores contratados, o valor economizado não daria se quer para pagar uma letra dos professores.

Marcos disse que só irá se manifestar sobre o ato desta manhã, na próxima segunda-feira, na reunião com o sindicato.

CRISE

Levantamento promovido pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) constata uma realidade enfrentada por grande parte dos municípios potiguares: a crise econômica tem resultado em severas dificuldades, que vão desde o atraso na folha de pagamento do funcionalismo público ao fechamento de escolas.

Os números que comprovam esse cenário negativo foram divulgados no mês passado pelo jornal Tribuna do Norte. Atualmente, 28 prefeituras estão com salários atrasados. Há cidades em que servidores não recebem suas remunerações há seis meses.

A CNM ouviu gestores de 126 dos 167 municípios potiguares. Em 71 cidades, prefeitos alegaram que não há recursos para o pagamento do piso do magistério, obrigação estabelecida por Lei Federal. A crise fez com que 13 escolas fossem fechadas pelo Estado. Não há dinheiro para manutenção da frota que faz o transporte dos alunos em 59 Prefeituras e falta merenda em 18 municípios.

Em Umarizal, mesmo com o cenário de crise, o prefeito em exercício Marcos Fernandes vem mantendo em dia o pagamento dos servidores públicos. Segundo o gestor, Umarizal vem conseguindo superar a crise devido aos inúmeros ajustes que foram feitos na administração municipal, com cortes e contenção de gastos, redução de secretarias e cargos comissionados, entre outras medidas.

Fonte: O Umarizalense
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