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Capital do Rio Grande do Norte comemora aniversário neste domingo

Com influências indígena, portuguesa, holandesa e americana, a diversidade cultural marca a história da capital potiguar

Belezas naturais fazem com que "cidade do sol" seja procurada por milhares de turistas do mundo

Fundada em 25 de dezembro de 1599, a capital potiguar recebe o nome de Natal por ter sua criação coincidida com o dia do nascimento de Cristo; a tradição portuguesa previa que o nome de construções e cidades fossem dados baseados nos santos do dia.

De acordo com o professor de história, Adailton Figueiredo, o primeiro bairro de Natal foi Cidade Alta que, por ser o ponto mais elevado da cidade, tinha uma visão privilegiada de monitoração para caso ocorresse alguma invasão. Esse nascimento tem o seu marco zero exatamente onde hoje está a Praça André de Albuquerque.

Praça André de Albuquerque

Em busca de identidade 
Com influências indígena, portuguesa, holandesa e americana, a diversidade cultural marca a vivência na capital potiguar e, segundo Adailton, acarreta na falta de identidade cultural de Natal. “Ela é uma cidade bela, abandonada e triste”, lamentou o professor.

Apesar disso, o educador destacou dois grupos da cidade que possuem uma característica cultural muito forte, como o bairro das Rocas e a zona Norte. Sendo este último alvo até de preconceito por parte de quem mora “do lado de cá do rio”. O bairro das Rocas, por sua vez, tem sua identidade definida pelas famílias que migraram do interior do estado para trabalhar na modernização da capital, no começo do Século XX.

Adailton ressalvou a “loucura de uma cidade que não tem identidade, mas tem preconceito. Identidade acabando dando uma diferenciação a você em relação aos outros, então como eu não tenho ainda essa característica, mas começa a criticar o outro que está no mesmo espaço que eu?”.

Vista panorâmica da cidade do Natal

Desde a sua criação, “não produzimos a cidade levando em conta as características locais; estamos sempre olhando para o outro e importando soluções”, criticou o professor. “Não cuidamos também de preservar os artistas e a arte natalense. Não valorizamos os músicos e poetas daqui, bem como o teatro da cidade também está esquecido”, lamentou Adailton.

Além da desvalorização popular, Figueiredo destaca também o grande descaso por parte do poder público e até da universidade, a qual “se tornou um gueto, onde se fala muito em população e direito do cidadão, mas não se aproxima dessa realidade, especialmente as maiores cabeças que poderiam desencadear esse processo, mas que ficam no seu pedestal e não se aproximam do público.”

Porém, apesar dessa falta de identidade cultural, nós temos a nosso favor uma linguagem própria, não só no vocabulário diferenciado, como também no sotaque e entonação característico de Natal. Muitas “lendas” giram em torno de certas expressões, como “galado”, e isso torna ainda mais rica a nossa experiência linguística na cidade.

Com um potencial turístico enorme, cada dia mais pessoas, de diferentes lugares, estabelecem raízes em Natal. Tal fato pode, quem sabe um dia, trazer outra ou criar uma identidade cultural que a capital tanto anseia, afinal, a diversidade é também o nosso maior tesouro.

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