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Cinco policiais da ativa foram assassinados em quatro meses no RN

Em quase todos os casos os criminosos ainda não foram identificados ou presos


A violência desenfreada que atingi o Estado do Rio Grande do Norte há muito tempo parece não poupar nem mesmo aqueles que combatem de frente a insegurança. Somente nos últimos quatro meses cinco policiais militares da ativa foram assassinados, todos eles vítimas de tiros e a maioria dos casos os suspeitos não foram identificados ou presos.

O primeiro PM morto nesse período foi o Cabo Ivan Márcio da Costa, lotado no 3° Batalhão. Ele tentou evitar um assalto de malotes em um banco em Parnamirim quando acabou surpreendido por um dos assaltantes que atirou. O fato ocorreu em Dezembro do ano passado. O segundo registro foi no final do mês de Janeiro deste ano de 2017 o soldado Daniel de Oliveira Pessoa fazia um serviço extra em um shopping na zona Norte e foi morto ao tentar evitar um assalto a uma loja de jóias.

O terceiro foi o Sargento Jackson Sídney Botelho, assassinado dentro de uma lanchonete, na cidade de Ceará-Mirim em Fevereiro. Cinco dias depois o alvo foi o Cabo Edmilson Nascimento de Oliveira Júnior, baleado nas costas quando também tentava evitar um assalto em um bar no bairro Neópolis zona Sul de Natal. O caso mais recente aconteceu na cidade de Parelhas, o Cabo José Borges Neto foi morto dentro de casa na frente da mulher e da filha. O suspeito também morreu após confronto com a polícia local.

O presidente da ACS ( Associação dos Cabos e Soldasos da PM RN) declarou que o que vem acontecendo é uma verdadeira caça aos policiais militares, que além de amargarem as péssimas condições de trabalho e salariais ainda estão sendo ameaçados nos bairros onde moram e mortos. "A categoria está em alerta máxima e já não aguenta mais esperar uma resposta de efeito por parte das autoridades governamentais. Até quando vamos ver os verdadeiros protetores da ordem e da paz sangrarem até a morte e deixarem suas famílias por causa da negligência do Estado? Já basta", disse.

De acordo com o delegado geral da Polícia Civil do Estado, Clayton Pinho as investigações correm em rítimo acelerado, porém de forma criteriosa para que todos os envolvidos nessas mortes sejam presos. "Nossas equipes estão empenhadas nas buscas desses suspeitos e enquanto todos os envolvidos não estiverem atrás das grades a Polícia Civil não irá descansar", relatou.

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