Acusado de receber R$ 2 mi em propina, Henrique é, até agora, único potiguar na lista da Odebrecht

Ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis afirma, em acordo de delação, que doou R$ 2 milhões em caixa dois para a campanha do peemedebista em 2014


O ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-ministro do Turismo Henrique Alves (PMDB) foi citado na delação dos executivos da Odebrecht. O ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Cunha Reis afirmou, em seu acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato, que doou R$ 2 milhões em caixa dois para a campanha do peemedebista Henrique Eduardo Alves ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014. Alves perdeu a eleição no segundo turno para Robinson Faria, candidato do PSD. O pedido de contribuição foi feito, segundo o delator, numa reunião de que ele participou juntamente com Alves e o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

>> Solitário. Henrique Alves é, até agora, o único político potiguar que aparece citado no âmbito da última delação premiada da Lava Jato, já homologada pelo Supremo Tribunal Federal, de executivos da Odebrecht. Mais uma citação para a coleção particular do ex-deputado.

>> Coleção. O ex-deputado Henrique Alves coleciona processos, inquéritos e citações por recebimento de propina e outros crimes. Antes desta da Odebrecht, ela já foi citado em diversas outras delações premiadas. É investigado pelo Ministério Público Federal e responde a alguns processos na Justiça Federal, vez que perdeu o foro privilegiado quando deixou de ser ministro e não tem mais mandato. O potiguar também é réu em pelo menos dois processos derivados da Lava Jato.

>> Conta secreta. Para onde se olhe, a situação de Henrique se complica. Veja a confirmação, feita por autoridades da Suíça, de que ele tinha uma conta secreta naquele país. Foi este o caso o derrubou do Ministério do Turismo. Ele responde na Justiça comum.

>> Avalanches. Além das ilegais transações bancárias internacionais, Henrique enfrenta outras avalanches de complicadas situações jurídicas. O empresário Alexandre Margotto, ex-sócio do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, citou o ex-ministro em delação já homologado pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira. O empresário Henrique Constantino, acionista da Gol Linhas Aéreas, confirmou a procuradores da Lava Jato ter feito pagamentos e confirmou que Henrique participou da reunião em que os repasses foram definidos. Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado relatou ter repassado a Henrique Alves R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014. Sem contar os repasses acertados com Léo Pinheiro (OAS) por meio Eduardo Cunha para a campanha de Henrique a governador do RN em 2014. As novas revelações da Odebrecht são apenas mais um complicador.

>> Poderio. Henrique é poderoso, tem forte influência federal através da amizade com o presidente Michel Temer e conta com uma banca de advogados experientes e bem remunerados para tentar salvar sua pele de condenações. Atua com tamanho afinco nesse sentido que não sente qualquer despudor de deixar saber que é candidato a deputado federal em 2018.

>> Pantanoso. Para tentar se defender de parte dos problemas, Henrique também não tem hesitado de trafegar por terrenos arenosos, como uma linha de colisão com seu parceiro de muitas articulações Eduardo Cunha. “Quem leu com atenção a defesa de Henrique Eduardo Alves na ação em que ele tenta explicar por que recebeu 833 mil dólares numa conta no exterior tem ao menos uma certeza: uma longa amizade está prestes a acabar. Henrique Alves não acusa ninguém explicitamente, mas deixa clara a tese de que o responsável pelo depósito é Eduardo Cunha, seu fraterno aliado dos tempos em que um apitava na liderança do PMDB e o outro respondia na presidência da Câmara. Vale lembrar que os dois peemedebistas abriram contas numa mesma instituição, na Suíça. Estando Henrique Alves certo ou não, dificílimo é acreditar que ele não tinha sequer conhecimento sobre o saldo de sua conta”.

>> Lavajatense. Apesar de citado, investigado, denunciado e sem mandato, Henrique mantém o habito de circular na Esplanada dos Ministérios. Tem livre acesso a alguns dos mais importantes ministros do governo Temer e não esconde isso. Na semana passada, coordenou uma reunião da bancada federal potiguar com o ministro da Integração.

>> Pedaladas. O prefeito Carlos Eduardo tem colecionado pedaladas. Depois de ter antecipado os recursos do IPTU de 2017 para o apagar das luzes de 2016, agora se descobre um rombo nos cofres da previdência municipal de quase R$ 80 milhões. Devendo à Previdência, o prefeito quer aprovar um empréstimo de R$ 204 milhões a essa mesma previdência.

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