Lava Jato: ‘Classe política à espreita de uma oportunidade para se livrar da prisão’, alerta Dellagnol

Coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol alerta que ataques contra investigadores, delações e tentativas de anistia não vão parar, mas investigações avançam dentro e fora da Petrobrás


“Grande parte da classe política (está) à espreita, aguardando apenas uma boa oportunidade para se livrar do risco de prisão.”

Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirma que as reações de políticos acuados pelas investigações vêm de três formas: a tentativa do governo de enfraquecer instituições, como a Polícia Federal, ataques aos instrumentos de investigação, como a colaboração premiada, e o esvaziamento das punições, com propostas de anistia. Essa, a “mais descarada”.

Na última quarta-feira, 12, dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão, pelo juiz federal Sérgio Moro, Dallganol recebeu a reportagem do Estadão, no QG da Lava Jato, em Curitiba, para uma entrevista exclusiva.

Na sala de reuniões da força-tarefa, onde são negociadas as delações premiadas da Lava Jato, Dallagnol falar dos ataques à operação, a carga de trabalho por vir, sobre a necessidade do fim do foro privilegiado e da necessidade de apoio popular para que o escândalo Petrobrás não siga o mesmo destino da Operações Mãos Limpas, na Itália.

Agência Estado
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