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RN é um dos maiores polos do PCC em todo Nordeste, aponta levantamento

Reportagem da Folha de S. Paulo alerta que, até o final do ano, Rio Grande do Norte poderá atingir taxa de homicídios de 77 para cada 100 mil habitantes, situação inédita na história do Brasil


Uma das possíveis motivações para que os índices de criminalidade continuem crescendo de maneira assustadora no Rio Grande do Norte foi descoberta em levantamento inédito feito pelo UOL e divulgado pelo jornal Folha de S. Paulo neste final de semana. Segundo os dados analisados pela reportagem, que foram colhidos pelos profissionais junto as Secretarias de Justiça dos nove estados nordestinos, o RN é, ao lado do Ceará e de Alagoas, um dos principais pontos de concentração de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa fundada em São Paulo e que atualmente está presente em todo país.

Juntos, Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas concentram nada menos do que 73% das atividades do PCC em solo nordestino. Ao todo, a região abriga quase 4 mil membros, sendo 970 somente em Alagoas. No relatório divulgado, os pesquisadores não especificaram os números detalhados de membros do RN e do Ceará, mas afirmaram que o estado cearense é o segundo do país e o primeiro do Nordeste que mais tem integrantes da facção criminosa. A fixação de membros da organização em período anterior à atual crise é uma das razões para o alto número de integrantes na região.

De acordo com Lincoln Gakiya, membro do Gaeco (grupo de combate ao crime organizado) do Ministério Público de São Paulo, outra razão para, tanto o RN quanto AL e CE concentrarem o maior número de membros na região é a grande quantidade de integrantes ‘originais’ do PCC que foram transferidos para presídios dos referidos estados, fazendo com que os mesmos passassem a influenciar e recrutar detentos locais para fazerem parte do grupo paulista. “Esses Estados têm mais membros ‘batizados’ do PCC porque são os que, originalmente, detinham em seus sistemas prisionais o maior número de detentos paulistas, que já eram do PCC e passaram a cooptar criminosos locais”, frisou.

Coincidentemente – ou não -, os três estados nordestinos citados pela reportagem da Folha de S. Paulo como principais polos do PCC na região registraram, em 2017, aumentos significativos em sua taxa de homicídios. Em Alagoas, o aumento detectado até o momento é de 11%; no Ceará, por sua vez, o número é 25% maior do que no ano passado, enquanto que no Rio Grande do Norte chega a ser 22%. A Folha de S. Paulo afirma ainda, em seu texto, que caso continue neste ritmo, o RN chegará em 31 de dezembro deste ano com uma taxa de homicídios de 77 para cada 100 mil habitantes, situação nunca registrada na história do país.

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