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Em São Paulo, Joesley e Ricardo Saud decidem se entregar à Polícia Federal

Ministro Edson Fachin, do STF, decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou a prisão dos dois delatores do grupo J&F


O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud estão em São Paulo e pretendem se entregar à Polícia Federal, segundo fontes que acompanham as investigações.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou a prisão dos dois delatores do grupo J&F.

Segundo o Estado apurou, ainda está em discussão onde Joesley e Saud poderiam se entregar às autoridades: se em São Paulo mesmo ou Brasília.

Os pedidos de prisão formulados por Janot e aceitos por Fachin foram motivados pela descoberta de que os executivos da J&F omitiram informações sobre supostos crimes ao negociar sua delação premiada.

Fontes da Polícia Federal informaram à reportagem que, em tese, não há nada que impeça que as prisões sejam realizadas neste domingo (10). Procurada, a Superintendência da PF em Brasília informou que não trata de “eventuais medidas judiciais pendentes de cumprimento”.

INTERFERÊNCIA. Gravação entregue na semana passada à Justiça pela própria defesa da J&F mostra Saud e Joesley conversando sobre uma suposta interferência do ex-procurador Marcelo Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada, o que seria ilegal.

Segundo o Estado apurou, o pedido de prisão de Miller não teria sido aceito por Fachin.

O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no final de fevereiro. Ele pediu exoneração da instituição no mesmo mês, mas a deixou de fato apenas em abril.

Em um dos áudios entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR), Joesley disse: “Eu não vou ser preso. O pessoal não vai, diretor não vai. Ninguém aqui vai ser preso. Não tem nenhuma chance.”

Agência Estado
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