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Zenaide Maia foi a deputada federal do RN que mais gastou cota parlamentar em 2017

Mês em que Zenaide gastou mais foi junho, quando foi indenizada com R$ 64.838,24, ultrapassando o limite da cota para deputados do Rio Grande do Norte

Os oito deputados que compõem a bancada federal do Rio Grande do Norte na Câmara já gastaram, apenas este ano, R$ 2.257.956,08 da cota para atividade parlamentar a que têm direito no Legislativo. Os dados, que compreendem o período janeiro a julho e parte do mês de agosto de 2017, estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara dos Deputados.

A soma dos recursos diz respeito a tudo que já foi pago pela Casa para os parlamentares, como forma de indenização por gastos com passagens aéreas, telefonia, serviços postais, manutenção de escritório e alimentação, entre outras despesas efetuadas pelos deputados potiguares.

Entre os norte-rio-grandenses, o destaque é a deputada Zenaide Maia (PR). Nos primeiros sete meses deste ano, além de parte de agosto, a parlamentar gastou R$ 344.074,64 com despesas diversas. É a maior soma entre os oito representantes da bancada potiguar.

O mês em que Zenaide gastou mais foi junho, quando foi indenizada com R$ 64.838,24, ultrapassando o limite da cota para deputados do Rio Grande do Norte, que é de R$ 42.731,99 por mês. Cotada para disputar o Senado Federal em 2018, a parlamentar gastou, neste mês especificamente, R$ 31.500 com divulgação da atividade parlamentar, o que inclui despesas com assessoria de comunicação e imprensa e compra de espaço em rádios do interior potiguar.

O segundo maior “gastador” é o deputado Antônio Jácome (Podemos). Nos primeiros meses de 2017, o parlamentar utilizou R$ 330.225,75 de sua cota para atividade parlamentar com gastos também diversificados. Na sequência dos gastos, vêm Fábio Faria (PSD, com R$ 301.735,50), Beto Rosado (PP, com R$ 298.889,28), Walter Alves (PMDB, com R$ 285.390,97), Rogério Marinho (PSDB, com R$ 277.498,18) e Rafael Motta (PSB, com R$ 247.743,68).

Na contramão dos colegas, Felipe Maia (DEM) foi o deputado que gastou menos com despesas diversas no mesmo período. De janeiro a agosto deste ano, o parlamentar utilizou “apenas” R$ 172.398,08.

Instituída por um Ato da Mesa Diretora de 2009, a cota para exercício da atividade parlamentar custeia gastos vinculados exclusivamente ao exercício do mandato de deputado federal. A cota, cujo valor máximo mensal é de R$ 42.731,99 por mês para deputados do Rio Grande do Norte, atende múltiplas despesas. Além dos já citados anteriormente, gastos com assinatura de publicações, hospedagem, locomoção, combustíveis, segurança, contratação de consultorias para apoio a projetos e participação do deputado em eventos são indenizados pela Câmara Federal.

Os deputados podem até ser indenizados em determinados meses com valores acima do limite máximo mensal, contanto que o limite anual (considerando os doze meses) não seja extrapolado.

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