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AUTORES DA CHACINA NO BAILE DA FAVELA PEGAM A MAIOR PENA DA HISTÓRIA DE MOSSORÓ-RN


Somadas, as penas ficaram em 570 anos e 5 meses de prisão distribuídas para os 4 dos 5 acusados da chacina

A sociedade mossoroense deu uma demonstração clara de que não aceita mais a afronta das facções criminosas que espalham sangue nas ruas das cidades do Rio Grande do Norte, numa disputa estúpida por território para tráfico de drogas.

Quatro dos cinco autores da chacina no Baile da Favela no dia 11 de abril de 2017, no bairro Boa Vista, pegaram a maior pena já aplicada no Tribunal do Júri de Popular de Mossoró em todos os tempos. O julgamento começou às 10 horas e terminou às 20 horas.
 
FRANCISCO JOSENILSON: O JHON - 138 anos e 07 meses 
FELIPE MARTINS, o PLAYBOY: 137 anos e 10 meses
MARLON BRUNO: 156 anos
ABDIEL DA SILVA: O GALADIN - 138 anos e 07 meses

O Julgamento

O julgamento foi uma aula de direito penal para dezenas de estudantes das faculdades instaladas em Mossoró e até em outras cidades. Com plenário lotado, o promotor Ítalo Moreira Martins convenceu os sete jurados (3 mulheres e 4 homens) da culpa dos réus.
Na defesa de Felipe Martins, o Playboy, dois dos melhores advogados do Rio Grande do Norte: Paulo Afonso Linhares e Olavo Hamilton Aires, professores doutores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Já na defesa dos réus Galadin, Jhon e Bruno, atuou o defensor público Diego Melo,Diego Melo disse que no processo não havia provas materiais que comprovasse a participação efetiva dos réus na chacina. 

Pediu a absolvição.

Os advogados Paulo Afonso Linhares, com formação Harvard, e Olavo Hamilton Aires, também bateram forte na tecla de que as provas juntadas no processo não incriminariam os réus. Pediram a absolvição de Felipe Martins alegando insuficiência de provas.

O promotor Italo Moreira Martins destacou durante sua exposição do processo no plenário que os 4 réus participaram diretamente da chacina, derrubando e executando com vários tiros uma a uma das cinco vítimas e que não mataram mais jovens porque não conseguiram.

O representante do Ministério Público Estadual pediu condenação para cada um dos quatro réus por cinco homicídios, todos duplamente qualificados, assim como pediu condenação para cada um dos cinco réus por cinco tentativas de homicídios duplamente qualificados.

Também incorreu contra os acuados o crimes de formação de quadrilha e por corrupção de menores. Durante os debates, o promotor Italo Moreira Martins mostrou uma fotografia aos jurados onde aparecia os quatro réus segurando as armas usadas na chacina momentos antes.

No momento da exposição do promotor de Justiça Italo Moreira Martins, o advogado Olavo Hamilton pediu uma parte e questionou a autenticidade da fotografia. Perguntou porque a Polícia Civil não apreendeu o celular da jovem que fez a foto para os marginais.

Concluído os debates no plenário entre Ministério Público Estadual e a defesa dos réus, o juiz Vagnos Kelly convocou os sete jurados a Sala Secreta, onde votaram pela condenação dos réus nos termos expostos pelo promotor de Justiça Italo Moreira Martins.

Com a decisão do Conselho de Sentença, coube ao presidente do TJP, juiz Vagnos Kelly, aplicar a pena para cada um dos réus, considerando as circunstâncias votadas pelos jurados na Sala Secreta.

Somadas, as penas ficaram em 570 anos e 5 meses de prisão distribuídas para os 4 dos 5 acusados da chacina que deixou 5 jovens mortos e pelo menos outros 10 feridos no dia 11 de março de 2017, na Boa Vista, em Mossoró/RN.

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