Mesmo com derrota no STF funcionários do Correios decidem manter a greve em todo o país


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mantiveram em votação nesta sexta-feira 21 se agosto de 2020, o acordo trabalhista firmado entre os Correios e seus funcionários válido somente por um ano, o que forçaria os servidores do órgão a acabar com o movimento paredista que ocorre em todo o país.

Mesmo com a derrota, os trabalhadores decidiram manter a greve da categoria, que começou na última terça-feira (18) Em sessão virtual, o ministro relator Dias Toffoli votou a favor da liminar concedida aos Correios no ano passado. Oito ministros acompanharam o voto, garantindo a vitória da estatal

Em 2019, após campanha salarial e greve, os trabalhadores e os Correios fecharam, por meio de acordo no TST (Tribunal Superior do Trabalho), a convenção coletiva da categoria, válida por dois anos No entanto, a estatal discordou da decisão e foi ao Supremo, que concedeu liminar, limitando os efeitos da convenção por apenas um ano. Com isso, a
validade acabou em julho.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios e do Sintect, o movimento dos trabalhadores é contra a retirada de 70 dos 79 itens do acordo coletivo. Entre os direitos estariam adicional por risco durante a pandemia e licença-maternidade de 180 dias, entre outros.

Em nota, os Correios afirmam que os benefícios dos trabalhadores custariam R$ 1 bilhão à estatal. Além disso, dizem que não há retirada de direitos, mas adequação de termos que “extrapolavam a CLT e outras legislações”. Segundo o órgão, todos os 99 mil funcionários estão em rotina normal de trabalho, enquanto a federação aponta para paralisação de 70% dos cerca de 70 mil funcionários da área operacional no país.

Da: Agência Uol de Notícias
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