Girão diz que ‘ações em curso’ farão Bolsonaro se reeleger no 1º turno

Deputado federal se diz orgulhoso de seu mandato e da atuação do governo Jair Bolsonaro; ele acredita que o presidente poderá vencer as eleições no dia 2 de outubro.


“Existem ações em curso que poderão garantir a vitória no 1º turno”, afirmou o deputado federal General Girão (PL), ao falar sobre as eleições presidenciais de outubro e a expectativa do presidente Jair Bolsonaro (PL) ser reeleito ainda em 1º turno, com exclusividade ao jornal AGORA RN deste sábado 11. Fiel escudeiro e defensor do presidente, o pré-candidato à reeleição disse que o agradecimento das pessoas o estimula a continuar seu trabalho. “Reforço ainda a liberdade, a lealdade e a coerência por estar apoiando e votando com o governo a favor do Brasil. Votei, por exemplo, contra a PEC da Censura, isto é, da Fake News”, disse.

AGORA RN – Como o senhor avalia seu mandato e sua atuação em Brasília na Câmara Federal?

General Girão – Tenho muito orgulho em ter sido destaque, nos três anos de mandato, em sites (e ONGs) que analisam o mandato de deputados e senadores. Também me orgulho em ter destinado recursos de quase R$ 200 milhões em emendas parlamentares para todos os 167 municípios do Estado. Talvez seja algo a ser comemorado efusivamente. Destaco ainda que tenho sido leal ao presidente Bolsonaro, desde 2018, quando fomos o único a fazer campanha por ele.

AGORA RN – Qual sua avaliação sobre a atuação do governo federal?

General Girão – O governo federal enfrentou uma pandemia, continua enfrentando uma guerra ideológica no país e também uma guerra mundial com alta inflação e subida dos preços dos combustíveis. Mesmo com todos estes fatores que atrapalham a governabilidade, podemos dizer que o governo federal tem sido muito positivo para o Brasil em sua maneira de levar o país adiante, mesmo enfrentando todas essas adversidades. O Brasil voltou a ser a 10ª economia do mundo, a taxa de desemprego caiu de 14,9% para 10,5%. Ainda temos que enfrentar o desequilíbrio fiscal e tributário que existe no país e isso depende muito do Poder Legislativo, no sentido de levar as reformas adiante. A desestatização continua acontecendo e isso é muito bom para a economia. O Estado brasileiro tem que refletir no que a vontade da população quer. E a maioria da população não quer o Estado estatizante, quer o Estado liberal. Então, esses são números que demonstram que o Estado está realmente deixando de ser o maior empregador e precisa ser o regulador, estimulador da economia.

AGORA RN – Por que o senhor está disponibilizando seu nome à reeleição?

General Girão – Eu acredito que o papel de um deputado federal deve ser mais ou menos próximo do que tenho feito nestes três anos e seis meses. As palavras de populares agradecendo ao que a gente tem feito, isso nos estimula a continuar trabalhando. Eu sabia que iria enfrentar muitas reações em Brasília em relação à maneira de se conduzir a política no Brasil, mas ainda acho que posso sim oferecer mais quatro anos de trabalho para continuarmos um processo de mudanças e não vermos o Brasil voltar a uma governabilidade desastrosa que é a da esquerda socialista com viés comunista. Reforço ainda a liberdade, a lealdade e a coerência por estar apoiando e votando com o Governo a favor do Brasil. Votei, por exemplo, contra a PEC da Censura, isto é, da Fake News.

AGORA RN – O que o senhor pretende fazer, caso chegue ao segundo mandato? O que fez no primeiro mandato? O que deixou de fazer?

General Girão – A prestação de contas continuada que temos feito ao visitar os municípios me diz que estou no caminho certo. E caso a população me ofereça um segundo mandato, vou continuar trabalhando da mesma forma que fiz desde o primeiro dia do primeiro mandato, ou seja, de forma correta e diferenciada em prol do Brasil.

AGORA RN – Acredita no segundo turno? Por quê?

General Girão – O governo federal está bem avaliado economicamente. Os novos números demonstram isso. Existem algumas ações que estão em curso, que poderão garantir a vitória no primeiro turno. É isso que esperamos que aconteça.

AGORA RN – Qual é o destino do país com Lula no poder?

General Girão – Não quero nem pensar. Tenho medo em imaginar que um criminoso poderá voltar à cena do crime.

AGORA RN – Como o senhor avalia o trabalho do Congresso Nacional?

General Girão – Eu lamento que o Congresso, no começo da legislatura, tenha oferecido muita dificuldade para a governabilidade do país, que só foi conseguida quando o presidente procurou conversar com segmentos que inicialmente não dialogavam. Lamento também que o Congresso Nacional Brasileiro esteja trabalhando nestes últimos três anos de forma ‘amendrontada’, talvez porque algumas pessoas temam reagir à falta de harmonia e independência dos Poderes. Identificamos reações do Poder Judiciário contra integrantes do Poder Legislativo deixando-os ajoelhados perante um conflito, às vezes, por questões pessoais. Políticos que respondem processos na Justiça ficam calados em face de desmandos de integrantes do Poder Judiciário. Quanto ao Senado, lamento que eles não estejam cumprindo com o seu papel. Isso parece até cumplicidade contra a democracia. É lamentável.

AGORA RN – Em sua visão, por que o Estado hoje não é mais avançado economicamente?

General Girão – Eu vivi no Rio Grande do Norte na década de 70 do século passado, mantive contato com o Estado desde então e observei que faltou uma gestão estratégica. O estado sempre foi pensado de forma pequena. Os gestores públicos que ocuparam os diversos cargos não enxergaram o Estado como sendo uma empresa e isso nos levou a um descompasso em relação aos demais estados vizinhos. Todos eles cresceram e o RN ficou atrasado, abandonando, por exemplo, linhas férreas, construindo uma estrutura de ponte e de porto que não pode crescer, abandonando um aeroporto que tinha uma capacidade de operação aérea excepcional para construir um aeroporto novo sem nenhuma infraestrutura em seu entorno. Não se planejou a saúde, não somente da capital, mas também dos diversos municípios pólo, principalmente, os pólos turísticos. Isso ficou claro, durante a pandemia, quando foi identificado que São Miguel do Gostoso e Tibau do Sul não tinham um único respirador para atender a um turista que passasse mal. É lamentável. Aproveito a oportunidade para agradecer a vocês pela mídia independente que continuam fazendo, pois a democracia só se fortalece dessa forma. A liberdade não tem preço.

‘Política feita por interesses pessoais’, dispara Girão, sobre chapa majoritária governista

Deputado federal de primeiro mandato e pré-candidato à reeleição, General Girão (PL) fez uma análise das gestões da governadora Fátima Bezerra (PT) e do prefeito de Natal Álvaro Dias (PSDB) e afirmou que decidiu não concorrer ao governo do Rio Grande do Norte após entendimento com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Disse ainda não entender o fato de Fatima liderar nas pesquisas de intenções de votos. “Temos um PL para exigir transparência dos Institutos de Pesquisa. Do jeito que está, eles induzem ao erro”, disse.

AGORA RN – Qual é a sua avaliação do governo Fátima Bezerra?

General Girão – De 0 a 10, para mim, no máximo 3. E só dou essa nota porque algumas coisas que o governo do Estado do Rio Grande do Norte conseguiu fazer foram em função da ajuda recebida pelo governo federal e não reconhecida pela governadora, infelizmente. Não acredito que o governo do Estado tenha que agir conforme uma gestão sindical ou político-partidária. O governo tem que levar o Estado por meio de uma gestão empresarial. O Rio Grande do Norte precisa ser gerido como uma empresa, precisa dar lucro e esse lucro precisa ser a satisfação da população que mora ou que visita o estado, principalmente considerando que o estado tem, ainda, no turismo o seu item número 1 da economia.

AGORA RN – Em que pontos a gestão Fátima Bezerra acertou?

General Girão – Ela se vangloria de ter atualizado os salários dos servidores. Apesar de reconhecer que isso é uma obrigação do gestor, sabemos que o governante anterior deixou de cumprir com essa obrigação. Lamento apenas que, ao acertar os salários, ela não teve a coragem moral de reconhecer que só conseguiu fazer isso porque o Governo Federal – durante a pandemia – colocou recursos adicionais na Fonte 100, o que permitiu que fossem direcionados para o pagamento de pessoal. É obrigação pagar a folha salarial em dia. Outro acerto que poderia ser atribuído a ela, que acredito ser atribuído mais à coragem do empresário potiguar, foi o crescimento do Rio Grande do Norte na geração da energia eólica, inclusive com a criação de fábricas de bases das torres eólicas em Areia Branca e Lajes.

AGORA RN – E em que a governadora Fátima Bezerra errou?

General Girão – É difícil definir onde que ela errou mais. Mas eu começo falando na infraestrutura do Estado. Não existe nenhuma obra que possa ser identificada como obra do atual Governo do Estado do Rio Grande do Norte. As estradas estão precárias, os aeródromos foram fechados, ela desistiu de administrá-los, não houve nenhum investimento conhecido em infraestrutura no governo dela. Na saúde, ela fechou hospitais, ao invés de abrir novos. Na segurança pública, não houve investimento, exceto os R$ 225 milhões que vieram do Governo Federal e que ela teimou em não reconhecer, admitir e agradecer. Na educação, os nossos resultados do IDEB pioraram e, quando a pandemia permitiu que as aulas retornassem, ela não estava com as escolas preparadas para isso. Isso é um dano irreparável para os nossos jovens.

AGORA RN – Sobre a reeleição e a chapa Fátima Bezerra – Walter Alves e Carlos Eduardo Alves, como o senhor avalia?

General Girão – Eu lamento que a política feita por interesses pessoais se sobreponha aos interesses do Estado. Isso precisa acabar. A população está vendo às claras.

AGORA RN – Por que o PT se aliou a Carlos Eduardo Alves? E Walter Alves?

General Girão – Cada um é responsável por suas escolhas. Agora cabe ao povo julgar. Com as redes sociais, cada vez mais, o povo está bem-informado.

AGORA RN – Como o senhor avalia a gestão do prefeito de Natal Álvaro Dias?

General Girão – Nós apoiamos a gestão do prefeito Álvaro Dias e temos orgulho em dizer que fomos o federal – entre deputados e senadores – que mais mandou recursos para o município de Natal com quase R$ 40 milhões. Só tenho a lamentar que há uma excessiva centralização na aquisição dos processos licitatórios e isso retarda a geração de benefícios para a população em função das emendas e recursos recebidos pelo Governo Federal. No geral, o prefeito foi aprovado pela maioria da população quando foi reeleito em primeiro turno.

AGORA RN – Por que o senhor não quis ser candidato ao governo do RN?

General Girão – Decisão pessoal após conversas com o meu líder político, que é o presidente da República.

AGORA RN – Quem apoia para o Senado Federal?

General Girão – Já defini meu apoio para o ex-ministro Rogério Marinho em função do trabalho que ele desempenhou à frente do Ministério do Desenvolvimento Regional.

AGORA RN – E para o governo do Estado?

General Girão – Eu só sei quem eu não quero.

AGORA RN – No RN, por que Fátima Bezerra lidera nas pesquisas de intenções de votos?

General Girão – Eu também não consigo entender. Temos um Projeto de Lei para exigir transparência e responsabilidade desses Institutos de Pesquisa. Do jeito que está, eles induzem ao erro.

AGORA RN – E o destino do RN com Fátima Bezerra no poder?

General Girão – Se este infortúnio vier a acontecer, eu espero que nós tenhamos uma Assembleia Legislativa pronta para agir em cima dos desmandos e da má administração. Lamento, inclusive, que isso não tenha ocorrido quando da pandemia, principalmente, em função dos desvios dos respiradores do Consórcio do Nordeste.

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